Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Férias - II

No terceiro dia de férias decidimos comprar um colchão de praia. Ou melhor… eu fartei-me de pedir um ao meu pai xD E ele acabou por mo comprar.
 
Aqui vai uma lista de passos bastante úteis e que eu já comprovei que funcionam.
 
 
Como deixar voar (e fugir) um colchão de praia, em 40 passos:
 
  1. Atiras o teu pai do colchão abaixo, ao virá-lo.
 
  1. Soltas o colchão por uns instantes, apenas porque uma onda veio e te arrastou uns centímetros.
 
  1. Verificas se alguém está a agarrar o colchão. Parece que o teu pai voltou à superfície e está a agarrá-lo.
 
  1. Vira-te por uns segundos.
 
  1. Vira-te para o teu pai e colchão. Vais verificar que, afinal, o teu pai não o estava a agarrar e que ele já voou uns metros para longe.
 
  1. Observa atentamente as tentativas do teu pai para o tentar agarrar.
 
  1. Guincha bastante e faz um grande estardalhaço.
 
  1. De preferência, grita as palavras: “Pai! Pai! O colchão! Nada, nada! Vai! Ele está a voar, pai! Não o deixes fugir!”.
 
  1. Faz vários esforços para acompanhar o teu pai…e apanhar o colchão.
 
  1. Verifica que nadas 10 vezes mais lentamente que ele.
 
  1. Esbraceja e tenta ao máximo sair da água.
 
  1. Continua a guinchar: deixa claro que o colchão é teu, que foste tu que o deixaste fugir e que o queres de volta, logo agradeces que alguma alma caridosa faça o mínimo de esforço para te ajudar.
 
  1. Após alguns minutos de muitas ondas e salpicos de água salgada, vais conseguir sair de água.
 
  1. Ignora o giraço da toalha ao lado que está a olhar para ti.
 
  1. Corre praia abaixo (ou praia acima…tanto faz, o caminho é o mesmo).
 
  1. Vais verificar que alguma alma caridosa agarrou a porcaria do pedaço de borracho flutuante (e, pelos vistos, esvoaçante).
 
  1. Continua a correr. De preferência depressa.
 
  1. Vais, de novo, verificar que o idiota que o apanhou o largou – de propósito. Vais querer acreditar que não o fez por mal e pensou que ninguém andava à procura daquela porcaria. Afinal, a praia é grande…Pode não ter visto quem andava a correr pela praia, com cara de desesperada.
 
  1. Continua a ignorar todos os giraços que passam por ti e tentam perceber o que se está a passar.
 
  1. Olha para trás. O teu pai já saiu da água, está atrás de ti e vem acompanhado pela tua irmã mais nova.
 
  1. Observa o colchão a afastar-se cada vez mais para longe.
 
  1. Ganha esperança de novo: ele ficou preso numa rocha.
 
  1. Entra dentro de água, outra vez. Ignora os berros do teu pai a ordenar-te que voltes imediatamente.
 
  1. Volta para trás.
 
  1. Anda para cima e para baixo, com esperança de que o vento o faça voar de novo para ti.
 
  1. Vê aquela porcaria imunda afastar-se cada vez mais.
 
  1. Ganha esperança de novo quando vires que alguém muito simpático está a nadar em direcção ao colchão.
 
  1. Não, assim tanta esperança não… O idiota deixou fugir por uns centímetros.
 
  1. Teme pela vida da pessoa simpática, já que se afastou bastante e parece não conseguir voltar.
 
  1. Afinal conseguiu, mas deixou escapar o teu colchão.
 
  1. Amaldiçoa tudo e todos. Pragueja bastante. Evita o asneiredo.
 
  1. Observa o colchão a afastar-se e a desaparecer atrás de uma rocha.
 
  1. Observa-o a aparecer novamente, para depois desaparecer outra vez: definitivamente.
 
  1. Contém as lágrimas. Afinal era só um pedaço estúpido de borracha (no entanto, bastante divertido e confortável – fazia as delícias da família).
 
  1. Ouve atentamente o ralhete de 15 minutos do teu pai. Ele tem razão: és irresponsável e não devias ter largado aquela porcaria.
 
  1. Caminha até à toalha.
 
  1. Vais verificar que a tua mãe está desesperada, pois sabia onde tu e o teu pai estavam, mas desconhecia o paradeiro da tua irmã mais nova.
 
  1. Acalma-a.
 
  1. Ouve outro ralhete: evita as lágrimas de novo.
 
  1. Pronto, era só um colchão demasiado esvoaçante. Não aches que o teu dia não pode correr pior: vai piorar cada vez mais, a partir daqui.
 
 
Pronto, paciência…a porcaria do colchão fugiu. Há aí mais, embora eu não torne a ter um tão depressa.
A única coisa que correu bem hoje foi ter conseguido pintar as unhas sem borrar os dedos – ainda bem, porque esqueci-me da acetona e só me lembrei depois de já ter os pés pintados =P
 
Aqui na praia há muito a mania das bolas de Berlim. Todo o santo dia, uma simpática senhora imigrante passeia-se com dois cestos cheios. De manhã e de tarde, sempre a mesma cantiga…: “Bolinha, bolinha! Bolinha fresquinha, bolinha! Bolinha de Berlim, bolinha!”…e por aí afora.
 
Uma coisa que já reparei: os ingleses têm um gosto HORRÍVEL para escolher fatos de banho. Vi um de cuecas de banho… mesmo cuecas…só que para nadar. Sinceramente, que mau gosto =/ Precisam de ver “As Tardes da Júlia” para verem que fatos de banho estão na moda xD
Sinto-me...:
Música: I'm Not Okay (I Promise) - My Chemical Romance

*Só Eu ^^


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